
sábado, 23 de outubro de 2010




domingo, 1 de agosto de 2010

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de repente eu me pego medrosa, insegura, boba. não tenho medo de mudanças, mas não quero que nada mude. percebo que a vida que eu lutei tanto para transformar era exatamente a que eu queria ter. aquele era o meu jeito de ser feliz. ao mesmo tempo em que penso que não aproveitei o quanto deveria, fico imensamente feliz por ter vivido tantos momentos especiais. aqueles que nada além das nossas memórias registram, mas que deixam marcas e feridas eternas em nós. compreendo que o que passou não possa voltar. talvez quem inventou esse mundo tão dinâmico tenha razão, que chato seria se pudéssemos retornar e colocar cada palavra dita ou ocultada no seu devido lugar. por outro lado, que ruim aprender com nossos erros e não pôr logo em pratica as lições. não quero só olhar para trás e lembrar com carinho de tudo que vivi. quero rir de cada situação patética, doce, vergonhosa, alegre e até triste. porém, sem deixar nenhuma vivência pela metade. não quero pensar no que poderia ter sido e ficou inacabado. da certeza de que nada pode ser igual, resta-nos apenas o consolo de que tudo que está por vir pode ser ainda melhor do que o que um dia foi. nesse universo de constantes transformações a única garantia que posso dar é a de que eu sou o que sou. meu caráter, minha personalidade, meus sentimentos não vão mudar jamais. portanto, se você me aceita e ama desse jeito, isso será para sempre. eu sei!
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ex-mô lindo






sábado, 31 de julho de 2010






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quem ama? o coração ou a mente?os dois são como espelhos, cada um reflete e projeta coisas diferentes. o coração é involuntário, é a fonte que alimenta a alma. ele reflete nossas cicatrizes e medos de uma forma independente e por outro lado projeta nossos sonhos e fantasias, projeta aonde estará a nossa felicidade, baseada no caráter próprio de cada um. já nossa mente age de uma forma mais lógica e conclusiva, de uma maneira não menos independente. com uma plasticidade maior, ela reflete nossos traumas do passado, nossas carências, falhas e ambições. é nesse ambiente inóspito que a razão tece um labirinto ao longo da nossa vida, agregando a consequência de cada uma das nossas experiências, sejam elas boas ou ruins. por outro lado ela projeta nossos desejos, comportamentos, convicções e ideais. a diferença é que o coração tem uma grande capacidade de ser curado e se regenerar, mas por outro lado é independente e involuntário. já a razão não se recupera da mesma maneira, já que é impossível refazer caminhos que já foram percorridos ou esquecer traumas que foram vividos, porém ela pode ser mapeada, reorganizada e controlada, como um computador. o pior é que às vezes nem nos damos conta de que nosso coração já se regenerou e que ele ainda ama quem não deveria amar, mas a razão não permite enxergar o que a dor nos faz lembrar. por muito tempo negamos em admitir e lutamos para expulsar aquele sentimento que faz nosso batimento subir, nossa mão suar, nossa voz tremer e dói, como dói. aí começa uma batalha que pode durar muito tempo, pode machucar outras pessoas, pode nos destruir, mas que vale a pena lutar, isso vale. afinal a persistência leva à possibilidade e a vida é nossa grande aliada nessa batalha nos dando novas chances, nos mostrando novos caminhos, novos amores e assim tudo começa de novo.
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MooontreeaL



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