domingo, 1 de agosto de 2010



-

de repente eu me pego medrosa, insegura, boba. não tenho medo de mudanças, mas não quero que nada mude. percebo que a vida que eu lutei tanto para transformar era exatamente a que eu queria ter. aquele era o meu jeito de ser feliz. ao mesmo tempo em que penso que não aproveitei o quanto deveria, fico imensamente feliz por ter vivido tantos momentos especiais. aqueles que nada além das nossas memórias registram, mas que deixam marcas e feridas eternas em nós. compreendo que o que passou não possa voltar. talvez quem inventou esse mundo tão dinâmico tenha razão, que chato seria se pudéssemos retornar e colocar cada palavra dita ou ocultada no seu devido lugar. por outro lado, que ruim aprender com nossos erros e não pôr logo em pratica as lições. não quero só olhar para trás e lembrar com carinho de tudo que vivi. quero rir de cada situação patética, doce, vergonhosa, alegre e até triste. porém, sem deixar nenhuma vivência pela metade. não quero pensar no que poderia ter sido e ficou inacabado. da certeza de que nada pode ser igual, resta-nos apenas o consolo de que tudo que está por vir pode ser ainda melhor do que o que um dia foi. nesse universo de constantes transformações a única garantia que posso dar é a de que eu sou o que sou. meu caráter, minha personalidade, meus sentimentos não vão mudar jamais. portanto, se você me aceita e ama desse jeito, isso será para sempre. eu sei!

-


-
um dia te olhei nos olhos e disse “te amo”. sonhei e acreditei com uma vida ao seu lado, imaginava nossas vidas sendo apenas uma. planos? eu tinha muitos deles, e todos ao seu lado. a esperança era com você. mas eu abri os olhos, acordei deste sonho, como dizem por ai “caí na real”, você não era o conto de fadas e muito menos era a tal pessoa amada que esperei minha vida inteira para conhecer. eu tinha sonhado demais, tinha tido esperança demais, estava ocupada demais fazendo planos, e não parei realmente para ver quem estava ao meu lado. ou será que eu sabia de tudo isso o tempo todo, mas não queria ver. como uma criança que brinca de esconde-esconde no escuro do quarto, querendo se esconder do que pode estar esperando por ela. assim permaneci. com as mãos nos olhos, querendo impedir os meus olhos de verem a realidade. o engraçado é que meu coração nunca esteve cego, muito menos calado, mas de certa forma, quem saiu machucado nesta história foi apenas uma pessoa: EU. e você? não sei dizer. você sabe o que é dor, amor ou paixão? melhor, você tem um coração que pulsa dentro de você? porque eu tenho. e ele pulsou durante muito tempo por você, pulsou dizendo teu nome. pulsou dizendo te amar, e hoje ele ainda pulsa por você, mas na esperança de te esquecer.
-

ex-mô lindo


-
há quem me diga hoje que a nossa história acabou de um jeito errado, que nós daríamos um belo par de amantes, e mesmo com toda frustração de ter me humilhado tanto pra você, eu digo sem medo de errar mais um vez: a nossa história não acabou, ela só mudou seu rumo. antes eramos dois estranhos querendo saber o que havia por trás do outro, depois que descobrimos percebemos que era bom demais pra ser verdade, e nessa hora alguém tinha que abandonar o navio, e esse alguém foi você. não é de minha natureza desistir das coisas, então eu fiquei firme e forte na minha decisão de te ter, e enfrentei tempestades terríveis sozinha. você já tinha desistido de nós mas não conseguia me dar adeus. hoje, sentindo que você está forte o bastante para olhar pra trás e não sentir remorso algum, eu posso te dizer que fique tranquilo, pois chegou minha vez de abandonar o navio. e mesmo sem saber nadar, pra quem mergulhou de cabeça em você, cair em mar aberto vai ser moleza.
-

-
eu nunca penso muito no que estou desejando, na maioria das vezes eu começo a desejar sem nem saber ao certo se realmente é aquilo o que eu preciso. é como mergulhar no mar sem óculos protetores, você quer saber a direção onde deve ir, mas sabe que sofrerá as consequências. e agora eu não consigo mais definir o que é certo, errado, bom, ruim. eu nunca desejei machucar, decepcionar, abandonar, perder, nunca desejei nada. e agora é tudo o que eu estou fazendo, mas até o amor tem lá suas consequências.
-'

qual o elogio que uma mulher adora receber?
bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui uns setecentos: mulher adora que verbalizem seus atributos, sejam eles físicos ou morais. diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com a sua cara. diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é uma provocação, e ela decorará o seu número. fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da sua presença de espírito, da sua aura de mistério, de como ela tem classe: ela achará você muito observador e lhe dará uma cópia da chave de casa. mas não pense que o jogo está ganho: manter o cargo vai depender da sua perspicácia para encontrar novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta. diga que ela cozinha melhor que a sua mãe, que ela tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela é um avião no mundo dos negócios. fale sobre sua competência, seu senso de oportunidade, seu bom gosto musical. agora quer ver o mundo cair? diga que ela é muito boazinha. descreva aí uma mulher boazinha. voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão. aceita encomendas de doces, contribui para a igreja, cuida dos sobrinhos nos finais de semana. disponível, serena, previsível, nunca foi vista negando um favor. nunca teve um chilique. nunca colocou os pés num show de rock. é queridinha. pequeninha. educadinha. enfim, uma mulher boazinha. fomos boazinhas por séculos. engolíamos tudo e fingíamos não ver nada, ceguinhas. vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de panelinhas e nenezinhos. a vida feminina era esse frege: bordados, paredes brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho. passamos um tempão assim, comportadinhas, enquanto íamos alimentando umdesejo incontrolável de virar a mesa. quietinhas, mas inquietas. até que chegou o dia em que deixamos de ser as coitadinhas. ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil: somos atrizes, estrelas, profissionais. adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da geração teen. ser chamada de patricinha é ofensa mortal. pitchulinha é coisa de retardada. quem gosta de diminutivos, definha. ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa. ser boa é bom, ser boazinha é péssimo. as boazinhas não têm defeitos. não têm atitude. conformam-se com a coadjuvância. PH neutro. ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções, é o pior dos desaforos. mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje. merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos. as “inhas” não moram mais aqui. foram para o espaço, sozINHAS
.-
' mulheres cabeças e desequilibradas
mulheres confusas de guerra e de paz (8)

pessoas definitivamente não foram feitas para serem esquecidas, mas sim guardadas. guardadas na mais antiga lembrança ou na mais profunda ferida. por mais que você diga que se esqueceu, basta um perfume, um lugar ou até mesmo um sonho para que você perceba que não mudou nada. eu continuo acreditando que as pessoas, principalmente as que um dia amamos, se tornam partes de nós mesmos que agora caminham livres por aí. criamos essa laço invísivel, que infelizmente ou felizmente é eterno. por isso temos a estranha sensação de que quando dizemos adeus, deixamos algo que nos pertence para trás. a única escolha que nos resta é nos acostumar. nós acostumamos com a ausência mas não deixamos de gostar. o tempo não cura nada, só esconde a sujeira para debaixo do tapete. hoje vejo que perdi muitas pessoas incríveis no tempo, talvez seja mesmo sempre assim. a única certeza que tenho, é que guardo de cada uma delas uma lição, que levarei por toda minha vida. acho que estamos aqui, vivendo, sentindo e amando justamente para isso. para aprender o valor das coisas. mesmo que isso sempre aconteça depois de uma despedida, tarde demais.

-
temos pressa para ouvir 'eu te amo', não vemos a hora de que fiquem estabelecidas as regras de convívio: somos namorados, ficantes, casados? urgência emocional. uma cilada. associamos diversas palavras ao amor: paixão, romance, sexo, adrenalina, palpitação. esquecemos, no entanto, da palavra que viabiliza esse sentimento: 'paciência'. amor sem paciência não vinga. amor não pode ser mastigado e engolido com emergência, com fome desesperada. mas não. temos urgência. queremos a resposta da mensagem, do msn ainda hoje; queremos que o telefone toque sem parar; queremos que ele se apaixone assim que souber nosso nome; queremos que ele se renda logo após o primeiro beijo; e não toleraremos recusas, e não respeitaremos dúvidas, e não abriremos espaço na agenda para esperar. pobres de nós, que só queremos uma coisa nessa vida, 'sermos amados'. atiramos para todos os lados e somos baleados por qualquer um. e o coração leva um monte de pontos por causa dessa tragédia chamada pressa.
-

-quem não dá assistência, abre concorrência!
você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o "nível" intelectual, cultural e, principalmente, "liberal" de sua mulher, namorada e etc. às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído - ou nos termos usuais: "corneado". saiba de uma coisa... esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça ou, então, assumir seu "chifre" em alto e bom som. você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos. mas o que seria uma "mulher moderna"? a princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante... é aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços... é aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda... enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer... assim, após um processo "investigatório" junto a essas "mulheres modernas" pude constatar o pior:VOCÊ SERÁ (OU É???) "corno", a menos que:- nunca deixe uma "mulher moderna" insegura. antigamente elas choravam. hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.- não ache que ela tem poderes "adivinhatórios". ela tem de saber - da sua boca - o quanto você gosta dela. qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.- não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de "chifrudo". as "mulheres modernas" dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente "cheias de amor pra dar" e precisam da "presença masculina". se não for a sua meu amigo... bem...- quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.- lhe dê atenção. mas principalmente faça com que ela perceba isso. garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é?- nem pense em provocar "ciuminhos" vãos. como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.- em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. - sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. basta ela, só por um segundo, achar que você merece... quando você reparar... já foi.- volte a fazer coisas do começo da relação. se quando começaram a sair viviam se cruzando em "baladas", "se pegando" em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. a "mulher moderna" não pode sentir falta dessas coisas...senão...
-
bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão "quem não dá assistência, abre concorrência". deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas "mancadas"... proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso. ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele "bonitão" que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você! :)
-

-
no início bate aquela saudadezinha que, ao olhar uma foto, já ameniza. mas depois de um tempo, você já sente a foto como algo normal. sem efeito. e é aí que você começa a precisar do que está na foto. não é só precisar. não é só desejo. é algo além.
é saudade.
-