
me perco em promessas e me vejo sufocada de ausências e desejos quase impossíveis. não costumo me entregar totalmente a nada, quando parece bom demais, há algo errado. sempre há. gosto desse mistério escondido por trás das tentativas de se dizer o que sente, a dúvida é perturbadora e no silêncio eu encontro refúgio. meu problema é esperar, fico imóvel diante de situações duvidosas. ou talvez eu mesma crie os obstáculos, dificultando as escolhas ou tornando-as suspeitas. e de tanto esperar, acabo encontrando profundidade e uma singela importância em coisas minúsculas, desnecessárias. outras vidas, outras histórias. outro eu.
Não sei o que está acontecendo comigo no momento e na verdade prefiro não saber. Talvez seja melhor assim. Ou não.
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